RIO e RECIFE - As queimaduras provocadas pelo contato dos banhistas com água viva e caravela, animais marinhos muito parecidos, acontecem em todo o litoral brasileiro. Só em São Paulo, 841 pessoas foram queimadas nos últimos dias. O mar mais quente pode ser umas das explicações para o surgimento dos animais no litoral paulista.
Nas praias de Florianópolis, em Santa Catarina, mais de 100 banhistas sofreram queimaduras, no Rio Grande do Sul são 20 atendimentos por dia e, no Paraná, 60 pessoas procuram atendimento médico diariamente.
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| Caravela Portuguesa |
De acordo com os biólogos, os ataques são conseqüência de um fenômeno climático. Ao contrário da caravela, que não se movimenta e é levada pelo mar, a água viva nesta época do ano migra das Ilhas Malvinas, na Argentina, em busca de correntes mornas para se reproduzir:
- Há várias possibilidades para este aparecimento delas. Pode ser o aumento de fluxo turístico de banhistas na área e pode ser também um aumento da temperatura da água - explica o biólogo Marcelo de Oliveira.
A única maneira de se prevenir do ataque é evitar o banho de mar, mas em caso de queimadura, especialistas recomendam às vítimas que não adotem soluções domésticas como colocação de gelo, água doce, pomadas, margarinas. Segundo os médicos, para aliviar os incômodos da lesão ainda na praia deve-se molhar bem o local queimado com a água do mar, por causa do iodo, que serve como um cicatrizante.



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